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20190803_083201Alguém já disse que o amor ė um verbo. Uma palavra que se basta. Um vocábulo com voz própria. Sim, o amor tem voz. E não é qualquer voz. O som do amor é o som do próprio Deus. Às vezes troveja, às vezes sussurra, porque seu poder não está no volume do som, mas no efeito que produz. É o amor que produz vida, e vida em abundância.
E o que faz a poderosa voz do amor?
Onde há intolerância, ela se levanta a favor dos excluídos. Onde há desesperança, ela produz fé. Onde há impaciência, ela sussura: “devagar…” Onde falta chão, a voz do amor aponta o caminho. Onde há um pavio fumegante, ela é o sopro que o reacende.
A voz do amor ė lágrima junto dos que choram. É bálsamo sobre as feridas.
A voz do amor responde com brandura aos que tentam agredi-la, mas troveja contra os que ferem o próximo. Seu brado denuncia injustiças e destrói mentiras. Cala-se sobre si mesmo, mas ergue-se a favor dos que não têm voz. A voz do amor ė um alarme “anti-mísseis”. Quando a guerra está por perto, ela diz: “deixo-vos a paz.”
Mas nem todos ouvirão a voz do amor. Ela vibra numa frequência específica, num intervalo restrito a ouvidos treinados. Passantes desatentos poderão escutar os trovões, mas não ouvirão os sussurros. A despeito disso, ela soa constantemente, insistentemente, perseverantemente, à procura não apenas de ouvintes atentos, mas principalmente daqueles que a possam fazer ecoar no mundo.