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O capítulo 4 de Jonas mostra um pregador da Palavra inconformado porque seus ouvintes se arrependeram e foram perdoados. Tudo o que ele temia aconteceu. Ele não podia se conformar porque Deus amava aqueles a quem ele odiava. Deus se compadecia de quem ela queria ver destruído. Ele ainda se assentou de longe na esperança de assistir “de camarote” a manifestação da ira de Deus. Mas, como ele previra, a misericórdia triunfou. O profeta, rancoroso e deprimido, deseja a morte. Era um profeta “sem graça”.
Como me sinto em relação aos meus inimigos? Eu consigo compreender que Deus os ama exatamente como ama a mim?
Quando alguém me fere, o que desejo? Vingança ou reconciliação? Consigo entender que a justiça se satisfaz com o perdão? Ou afirmo com convicçāo que “bandido bom é bandido morto”? Jesus nos ensina que amar aqueles que nos agradam não é vantagem nenhuma. Para nos tornarmos semelhantes a Deus, precisamos ser cheios de graça. Ele faz nascer o seu sol sobre aqueles que o amam e o reconhecem como Senhor assim como sobre aqueles que escarnecem dele. Ele nos ama por que é Amor, não porque merecemos. Ele tem misericórdia de sua criação, a ponto de entregar a si mesmo (na pessoa de Cristo) como resgate de uma dívida da qual era credor!
Como Jonas, o irmão mais velho da parábola do filho pródigo não conseguiu se alegrar com a volta do irmão. Por isso, não quis participar da festa. Infelizmente, nossas comunidades estão cheias de pessoas sem graça. E isso é muito triste.