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A passagem do tempo é uma coisa, ao mesmo tempo, fascinante e terrível. É na passagem do tempo que vemos a vida florescer, os filhos crescerem, os sonhos se concretizarem, a maturidade chegar… Mas é nesse mesmo tempo que perdemos quem amamos, alguns projetos são enterrados, as rugas aparecem, o corpo se desgasta… Às vezes dá vontade de parar o tempo, às vezes de fazer o relógio andar mais rápido… Vez por outra dá vontade de voltar no tempo. Mas ele vai passando no mesmo ritmo, segundo a segundo, como areia fina escorrendo entre os dedos, alheio à nossa vontade. Não há como contê-lo, contudo, há como contá-lo. E ao contá-lo, tornar-se sábio ao admitir a sua própria pequenez e finitude. Ao reconhecer que é preciso viver um dia de cada vez, considerando que ele sempre pode ser o último. Mas que, por fim, haverá um tempo em que não haverá mais tempo pra contar, quando Aquele que é eterno nos levar a desfrutar com Ele sua eternidade. Se estamos certos de viver eternamente, não há porque temer o tempo. Que venha um novo tempo, um dia de cada vez!tempo2