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dialogo

Hoje eu me peguei imaginando um diálogo entre Deus e o diabo. O assunto?Eu.

O diabo, com um sorrisinho sarcástico, diz: “Viu lá aquela sua filha?”

“Sim, eu não a perco de vista”, Deus responde com toda convicção.

“E não tá vendo as besteiras (como eu gosto dessa palavra…) que ela faz?”

“Sim, estou vendo.”

“E não vai fazer nada? Você não diz a todo mundo que é justo?”

“Fique tranqüilo. Eu vou corrigi-la.”

E o inimigo, já esfregando as mãos: “Oba, manda pra cá!”

“Você não entendeu. Como você mesmo disse, ela é MINHA filha. EU vou corrigi-la.”

“Sua filha, sua filha…mas ela se parece mesmo é comigo… olha como ela mente!”

“É verdade, DE VEZ EM QUANDO ela mente. E faz outras coisas erradas também. Mas isso não a torna menos minha. Quanto a parecer com você, ela sabe que é adotada, mas estou trabalhando nisso também. Ela está ficando cada vez mais parecida com meu primogênito.”

Ao ouvir falar do primogênito, o diabo se arrepia: “Lá vem você falar do outro filho. Eu estou falando dessa aí. Olha como é teimosa!”

“Ela é teimosa, mas é minha filha. Eu dei a ela o meu nome, e a amo profunda e eternamente.”

“Amor, amor…é isso que estraga esses seus filhos… comigo é no chicote: bateu, levou.”

“Conheço bem o seu trabalho, Lúcifer: roubar, matar e destruir.”

“É isso aí. Você devia aprender comigo. Diz que ela vai parecer com sua família… Essa aí? Só se nascer de novo!”

“Exatamente. Ela nasceu de novo.”

“Sei. Fica passando a mão na cabeça deles, por isso não aprendem nunca.”

“Isso é mentira e você sabe. Estou usando minhas mãos para guiá-la. Olhe bem e veja quanta coisa ela já aprendeu.”

“É meio lenta essa sua pedagogia, contudo tenho que reconhecer: ela já foi mais fácil de enganar. Mas continua caindo em algumas das minhas armadilhas, hehe…”

“Ela está em treinamento. O Espírito está cuidando disso.”

“Lá vem você mudando de assunto de novo. Eu quero saber é do castigo dela. Aliás, lá vem ela conversar com você. Quero ver qual vai ser a desculpa agora.”

“Ela não precisa de desculpas. E veio exatamente me dizer que errou.”

“Oba. Já vejo mãos suando, joelhos tremendo…”

“Nada disso. Ela não tem medo de mim. Sabe que vou perdoá-la. E, sobre o castigo, o irmão mais velho já foi castigado no lugar dela.”

“Maldito primogênito estraga-prazeres. Quer dizer que eu não posso tirar nenhuma casquinha?”

“Não.”

“Quero ver até onde você aguenta a rebeldia dela. Pensa bem, Deus. Acho que você devia devolvê-la pra mim.”

“Você não se convence, não é mesmo? Eu e meu Filho pagamos um preço muito alto para tê-la conosco. Eu a adotei. Ela é MINHA FILHA. E isso não tem volta. Assunto encerrado.”

“Desisto. Por hoje. Mas se precisar de uma ajudinha, ou se mudar de idéia, estou sempre por aí, você sabe, né?”

Deus nem ouve. Nesse momento, sua atenção já está toda voltada pra mim.